sábado, abril 28, 2007

Por Jerônimo Boaventura.

Ó ledores destes Cadernos, tenho que vos é devida uma explicação, pois a árvore que tanto vos sombreava com a sua copa e tão bem vos alimentava com os seus frutos vos tem negado nos dias passados os mesmos frutos assim como a mesma sombra. Razão vos cabe em reclamar o emolumento da vossa leitura, ó amigos, pois se por um lado vos entregávamos o produto da nossa arte e da nossa reflexão, por outro lado nos concedíeis a atenção de vossos olhos e do vosso espírito.

Não é de admirar que doravante deixeis este Jatobá, cuja sombra escassa e frutos pouco saborosos vos eram oferecidos parcamente, mas em razão bastante para vos refrescar o calor da displicência e saciar a fome de conhecimento. Já porém a árvore nada vos oferece, como má pagadora de vossa companhia.

A verdade é que os sócios deste Clube descobrimos onde reside a vitória e, para miséria e desespero do leitor inteligente, não é no pardieiro das letras, mas na mansão dos desportos. Sei que me lês com os olhos agudos da suspeita, pudica leitora, mas estás a retribuir mal a verdade que ora te revelo. Ignoro o que dizer mais. Domina-me igual escrúpulo ao do mestre Vieira, e “ocorre aqui ao pensamento o que não é lícito sair à língua”.

Porventura confesso para a minha tranqüilidade: sou um vencido.

Valete!

8 Comments:

At 14:46, Anonymous Anônimo said...

àqueles que não se interessam pelas palavras ditas nesses cadernos (pouco) artificiais, poupem-nos da insolência incoerente, poupem, principalmente, a si mesmos de parecerem pouco inteligentes logo que se obrigam a ler palavras que não os apetece para apenas se sentirem inseridos em um contexto que não os agrada.

 
At 10:59, Anonymous Anônimo said...

Mirella degladiando.

 
At 20:32, Blogger Clube Jatobá said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
At 16:34, Blogger mirella_granucci said...

Sr. Boaventura, apesar de não merecer título de escritora, reconheço o que diz como verdadeiro, mas críticas só são críticas quando fazemos delas sementes novas a serem plantadas no nosso jardim de idéias. Críticas não construtivas (pseudocríticas) são apenas um amontoado de palavras sem sentido. Faço uso de suas palavras e agradeço-vos.

 
At 18:33, Blogger Clube Jatobá said...

Sra. Granucci, visto seres escritora, conheces bem que um texto publicado é feito flor desabrochada em terreno descampado: a tudo exposta, ora aos raios mornos do sol e à brisa suave de maio, ora à geada e aos rigores do inverno, destarte nosso verbo enfrenta tudo a ferro e fogo, assim as críticas imerecidas de um anônimo, assim os teus elogios imerecidos. Não é cousa que agaste. Agradeço-te.
Vale!
J.B.
(Este comentário, originariamente empós do anônimo e antes do da Sra. Granucci, foi republicado com as devidas emendas).

 
At 19:59, Blogger mirella_granucci said...

Admito que o uso da Sra. Granucci me faz pensar em ironia, copia quase que por completo um texto já lido e se minha ignorância toma a frente nesses nossos discursinhos, me perdoe.E novamente faço uso de tuas palavras e agradeço-te, pela correção gramatical.

 
At 15:13, Blogger Clube Jatobá said...

Vejo que ando a provocar melindres, mau grado meu; pois isso de desferir ironias não é comigo, nem peço bulhas, antes delas me afasto.
Que a Sra. Granucci não goste da polidez e deferência que lhe dispenso é cousa que entendo; a intimidade das letras nos une a todos nestes Cadernos, e a Sra. Granucci naturalmente compartilha disso.
Contudo, amiga leitora e par das letras, não é caso de perdão que tua ignorância encabece nossas práticas, que não lhes poderia haver melhor guia, mas rogo-te humildemente não uses de parcimônia quando sacares da outra moeda, a moeda da tua inteligência, com a qual espera abarrotar-se o cofre vazio destes Cadernos.
Vale!
J.B.

 
At 19:06, Blogger mirella_granucci said...

E quase sem perceber
Meus lábios já se pousavam
Confortavelmente em um sorriso
Enquanto meus pensamentos se enfureciam com a perspicácia prática que J.B. lançava
ao meu ego.

 

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