Soneto
Por Joaquim Fonseca
A minha poesia cheira mal,
perdeu-se num lixão ficou fedida,
nadou no meio de uma lama escura,
visitou casas cheias de sujeira.
O meu poema nunca teve vida,
sem namorada ou coisas desse jeito
esse coitado é cheio de frescura
tem medo de amar, não é normal.
Então pensei se esses dois bestas junto
vai ver faço um casal de doentinho
prendo os pombinhos dentro de um soneto.
Que se dane pra lá se der defunto,
caso um cismar de dar no outro um cheirinho.
Vou trancar bem com chave este terceto!


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