terça-feira, dezembro 15, 2009

BRINCADEIRA

Por Joaquim Fonseca

Disse-lhe: - Adeus, Joana
vou pro fundo do abismo
sem dinheiro e sem volta
com espinhos na alma.

Ela: -
Vai, Joaquim
vai buscar teu eco
teu jardim de rosas cinzas
teu espelho estalado.

Disse-lhe: -
Não, Joana
segura, se não, caio,
esta dor é muito aguda
já não sei viver sem ti.

Ela: -
Cala, Joaquim
fecha a porta
vai, te afunda
nos teus versos de miséria.

3 Comments:

At 21:03, Blogger Razek Seravhat said...

Apenas comovente. De uma docilidade
(não sei nem se existe esse termo, mas como estou diante de um poeta por excelência) que nos envolve, surpreende e faz emocionar.

 
At 16:34, Blogger Paulo said...

"Línguas estúpidas que remexem dúvidas,
mas não atingem máculas ou sequer fazem dor;


Brotoejas de pele e corpo demente
com auroras que enfeites, não podem descrever.


Lampejos do seresteiro sem a harpa,
mas vestido de bardo, com semblante menestrel.


Estocadas de poesia na planície de um dia
que nunca conseguiremos esquecer.


Imaginários pousos e repousos
que retocam a planície em tinta óleo num bordel.


Centrífugas cerebrais que tiram nó de contexto
Mas que na intrínseca pele de um pêssego...

Morrem sem dizer adeus."
(ADRIANO VIARO)

 
At 08:17, Blogger maybe said...

I'm appreciate your writing skill.Please keep on working hard.^^

 

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