BRINCADEIRA
Por Joaquim Fonseca
Disse-lhe: - Adeus, Joana
vou pro fundo do abismo
sem dinheiro e sem volta
com espinhos na alma.
Ela: - Vai, Joaquim
vai buscar teu eco
teu jardim de rosas cinzas
teu espelho estalado.
Disse-lhe: - Não, Joana
segura, se não, caio,
esta dor é muito aguda
já não sei viver sem ti.
Ela: - Cala, Joaquim
fecha a porta
vai, te afunda
nos teus versos de miséria.


3 Comments:
Apenas comovente. De uma docilidade
(não sei nem se existe esse termo, mas como estou diante de um poeta por excelência) que nos envolve, surpreende e faz emocionar.
"Línguas estúpidas que remexem dúvidas,
mas não atingem máculas ou sequer fazem dor;
Brotoejas de pele e corpo demente
com auroras que enfeites, não podem descrever.
Lampejos do seresteiro sem a harpa,
mas vestido de bardo, com semblante menestrel.
Estocadas de poesia na planície de um dia
que nunca conseguiremos esquecer.
Imaginários pousos e repousos
que retocam a planície em tinta óleo num bordel.
Centrífugas cerebrais que tiram nó de contexto
Mas que na intrínseca pele de um pêssego...
Morrem sem dizer adeus."
(ADRIANO VIARO)
I'm appreciate your writing skill.Please keep on working hard.^^
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