quarta-feira, setembro 23, 2009

Ruas não percorridas

Por Joaquim Fonseca

Voltei de ti como de um campo escurecido
como de uma pureza desditada.

Teu ser vibrante em si petrificado
eloqüentemente estático.

Eras irreal.

Em teus olhos de bruma, nuvem e água
se dissolvia angustiado o mundo.
A cidade era um borbulhar
de metal, cimento, asfalto e vidro.

Naqueles sonhos
em que sorrisos eram duros feito máscaras,
tu o pecado me ensinavas
sincero e denso.

Vamos caminhar!
Mostra-me a lua refletida nos edifícios,
vaga moça.