sexta-feira, dezembro 04, 2009

UTOPIA DE IMÁGENS DÉBEIS

Por Joaquim Fonseca

Já não há ruído nas ruas
minha voz está repleta de vento
em um salão celeste.

Tenho a amplitude perfumada
por rosais feridos
dentro de uma estrela.

Reflexos noturnos
em minha aldeia
de casarões abandonados
onde anos-luz não se passaram
e uma antiga gente
perdeu a melodia
hoje brotam nas almas.

Certa estranha solidão
entrecortada de pequenos sonhos
derrama seu leite pela terra.

Brilha o rastro passageiro de um cometa
as lâmpadas perderam-se
uma a uma.

1 Comments:

At 00:09, Blogger Tainah Drummond. said...

:}
Parabéns, joaquim.
Gosto mto de passar por aqui.
um beijo!

 

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