Nau
Por Antonina Casannova
Por mares de lágrimas minhas
vai minha nau navegando,
e dentro dela vou sozinha,
dentro de mim naufragando
e crendo chegar na frente do dia
num lugar que há de existir;
mas quando vier uma noite fria,
ainda que triste, terei de partir.
E de novo a nau
será lançada ao mar
de fel, dor e sal,
num eterno esperar...
Esperar pelo porto derradeiro,
pela partida sem pranto,
pela vida a esmo
em mil horizontes chegando.
Mas sou um pássaro prisioneiro
que traz a tristeza em seu canto
por estar reduzido a si mesmo
e vendo o horizonte voando.


6 Comments:
Obrigado, Antonina, por não nos abandonar nesta hora tão difícil, em que os leitores do inigualável Clube Jatobá morrem de fome.
esse clubinho acabou!
Acabou nada. Estão preparando uma surpresa, aposto!
Veeeeede que láááááástimaaaa, tãããoo graaanndesss escritoooooreeees...
perdiiiidooos!
Saudades destes cadernos que não sei ao certo quem abandonou quem...
Antonina não naufrague em suas lágrimas, apesar da tristeza, ainda há um horizonte...
saudades...
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