quarta-feira, setembro 12, 2007

Nau

Por Antonina Casannova

Por mares de lágrimas minhas
vai minha nau navegando,
e dentro dela vou sozinha,
dentro de mim naufragando
e crendo chegar na frente do dia
num lugar que há de existir;
mas quando vier uma noite fria,
ainda que triste, terei de partir.

E de novo a nau
será lançada ao mar
de fel, dor e sal,
num eterno esperar...

Esperar pelo porto derradeiro,
pela partida sem pranto,
pela vida a esmo
em mil horizontes chegando.

Mas sou um pássaro prisioneiro
que traz a tristeza em seu canto
por estar reduzido a si mesmo
e vendo o horizonte voando
.

6 Comments:

At 14:18, Anonymous Anônimo said...

Obrigado, Antonina, por não nos abandonar nesta hora tão difícil, em que os leitores do inigualável Clube Jatobá morrem de fome.

 
At 16:32, Anonymous Anônimo said...

esse clubinho acabou!

 
At 16:33, Anonymous Anônimo said...

Acabou nada. Estão preparando uma surpresa, aposto!

 
At 16:39, Anonymous Anônimo said...

Veeeeede que láááááástimaaaa, tãããoo graaanndesss escritoooooreeees...
perdiiiidooos!

 
At 19:39, Blogger mirella_granucci said...

Saudades destes cadernos que não sei ao certo quem abandonou quem...
Antonina não naufrague em suas lágrimas, apesar da tristeza, ainda há um horizonte...

 
At 16:35, Blogger Silence is Sexy said...

saudades...

 

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