Por Jerônimo Boaventura
Não me prazem meias palavras nem vãs reflexões.
Desse modo, a textura dum escrito deve ser mui bem cosida, e os pontos dados com acerto, de sorte que, por o vácuo das linhas, não se desfaça a costura das idéias, bem assim o bordado do estilo.
Hoje, ao meio-dia, lembrou-me isto do Eclesiastes: “Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão”.
Quisera eu haver linha e agulha, ó leitores pulverulentos, para vos tecer uma renda clara e extensa, a qual vos guarnecesse todo o buraco de desespero que nos acaba de abrir a sentença do Pregador; mas a admiração daquelas palavras permitiu-me tão somente dizer isto comigo:
Que fazer, pois, senão amar o que amamos e odiar o que odiamos?
Valete!


7 Comments:
Jerônimo Boaventura, sois o maior escritor, em língua portuguesa, desde Camões. Vossa, pena, ó mestre, é elegante, inventiva e perspicaz. Vossas páginas terão sempre um lugar à minha cabeceira. Valete!
Jer�nimo, vai zombar da tua m�e, teu abutre!
Num entendi porra nenhuma que vc quis dizer.. hauhauahauahauahauahau
Nossa, mas que conclusão mais complexa, hein, Jerônimo?
Me disseram que uma única pessoa escreve neste clube. É tudo montagem. Um dos três é falso. Acho que esse Jerônimo é um dos falsos.
Nossa, arnaldinho, que bagunça, hein, meu velho! Parece que de matemática, como de informação e de busca de fontes seguras, você é péssimo.
Professor Antônio, em que pese todo o respeito que vos dedico, não relevo disparates, sobretudo se me beneficiam, e isto de me elevar ao posto maior da literatura, desde Camões, é asneira que se não perdoaria a um amigo, tanto mais a um professor.
Contigo, prezada Carol, serei bem pedagógico: relê. Se continuares a não entender, em vez de gargalhar, orneja.
Valete!
J. Boaventura
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