domingo, outubro 04, 2009

Poema para mi muerte

Por Joaquim Fonsea

¡Ven!

Te espero esta noche
soberana y mía.

Tu beso es negro
y tu mirada eterna.

No puedo nunca volver de tu abrazo
ni de tu aliento impreciso.

Vamos a caminar, querida,
sobre las nubes de mi ciudad

que he perdido.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Amor

Por Joaquim Fonseca

Pingaram gotas de um veneno doce
no poço cristalino da ternura.
Pra nós como se mel - se abelha - fosse
nos transportamos a mortal lonjura.

Lonjura essa onde construí a casa
pra lá de um monte áspero e sombrio.
Matei um anjo pra roubar-lhe a asa
e voar até esse nosso vale frio.

Da lá não sairíamos nunca vivos
porque serpentes rondavam a mata
que se estendia da casa ao pé do monte.

As asas do anjo torto, as quais roubei,
levaram-nos, não nos trariam de volta.
Sentamos à varanda, a espreitar o medo.