Poema para mi muerte
Por Joaquim Fonsea¡Ven!
Te espero esta noche
soberana y mía.
Tu beso es negro
y tu mirada eterna.
No puedo nunca volver de tu abrazo
ni de tu aliento impreciso.
Vamos a caminar, querida,
sobre las nubes de mi ciudadque he perdido.
Amor
Por Joaquim FonsecaPingaram gotas de um veneno doce
no poço cristalino da ternura.
Pra nós como se mel - se abelha - fosse
nos transportamos a mortal lonjura.
Lonjura essa onde construí a casa
pra lá de um monte áspero e sombrio.
Matei um anjo pra roubar-lhe a asa
e voar até esse nosso vale frio.
Da lá não sairíamos nunca vivos
porque serpentes rondavam a mata
que se estendia da casa ao pé do monte.
As asas do anjo torto, as quais roubei,
levaram-nos, não nos trariam de volta.
Sentamos à varanda, a espreitar o medo.