quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Pulvis es

Por Jerônimo Boaventura

Nunca sobeja lembrar uma verdade; sobretudo quando ela se acha encostada a um canto, coberta de pó e esquecida, convém limpar-lhe o aspecto, lustrá-la e expô-la novamente na vitrina da sabedoria humana, porque todos a vejam, admirem e aprendam.

Memento homo quia pulvis es et in pulverem reverteris.

Ó homem frívolo e mesquinho, recorda-te agora e sempre que és pó, poeira que passa ao sopro da vida, vens da terra e para a terra te tornas, pois não és para este mundo.

Tenho dito.

3 Comments:

At 11:04, Anonymous Anônimo said...

Que imagem terá inspirado o jovem poeta nesses dias de "Carnevale" a recobrar-nos o desvalor da carne tal qual um Pierrot descrente frente a desventura de um amor vão?

 
At 20:39, Anonymous Carol Lima said...

Ansiosos pelo próximo texto, pelo fomento à poesia palpitante encerrada em nós!!!
Fantástica a idéia!

 
At 20:57, Anonymous Clécio said...

Estamos diante do Trovadorismo do séc. XXI!!!!!!

 

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