quinta-feira, janeiro 29, 2009

Por Joaquim Fonseca

Pedido

Vem, mas sem ódio
com que venhas sem ódio
não importa se virás sorrindo.

Se queres saber, ainda espero
teus abraços e beijos
secos e frios.

Vem, mas sem medo
com que venhas sem medo
não importa se virás sem nada.

Se queres saber, ainda luto
para afastar as sombras:

sou fraco, mas espanto-as.

Vem, mas aberta
com que venhas aberta
não importa se virás ferida.

Se queres saber, mas não queres
poderia dar-te um raio de luz

se eu os tivesse.


2 Comments:

At 20:57, Blogger mirella_granucci said...

Queridos amigos, as desculpas da falta de notícias se perdem com meu sono de uma noite curta.
O que me traz a essas (igualmente) queridas páginas é - além do escrito inspirado de meu único amigo anônimo desse clube - uma folha de meu caderno de ginásio que se perdeu entre equações tolas endereçada a vocês. Fiquei tão surpresa de encontrá-la que trascrevo aqui:

"Jerônimo e Clube Jatobá" (esclarecendo: está em nome de Jerônimo porque prometi que escreveria, promessa aliás que cumpro agora.)

"Lá se vai a atenção na aula enfadonha de uma quarta-feira, pois tenho certo que Deus perdoa essa abstração para dedicar-me a algo maior e sem dúvida mais divertido do que o que diz aquele homem de óculos e pouco carisma.
A verdade é que sinto saudades daquela quinta-feira de luz amarela e boa conversa, quando minhas quintas agora se dedicam a personagens mal-feitos de vozes nervosas e fracas.
Não digo que fiz mal quando escrevo sobre chutes e inverdades daquela noite, digo apenas que os golpes não me ferem e as palavras não desmancham a minha boa lembrança desse Clube, mas não fazê-lo seria insuficiente a minha cota de impertinência."

Engraçado que não me lembro porque não finalizei a carta...
Bom, espero revê-los (e vê-lo) para suprir minha cota de satisfação.

 
At 16:30, Blogger Débora said...

belo pedido.

 

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