quinta-feira, janeiro 29, 2009

Por Joaquim Fonseca

Pedido

Vem, mas sem ódio
com que venhas sem ódio
não importa se virás sorrindo.

Se queres saber, ainda espero
teus abraços e beijos
secos e frios.

Vem, mas sem medo
com que venhas sem medo
não importa se virás sem nada.

Se queres saber, ainda luto
para afastar as sombras:

sou fraco, mas espanto-as.

Vem, mas aberta
com que venhas aberta
não importa se virás ferida.

Se queres saber, mas não queres
poderia dar-te um raio de luz

se eu os tivesse.