terça-feira, julho 31, 2007

Por Jerônimo Boaventura

Caius Valerius Catullus, vertido em linguagem por Luís Gaspar de Almeida.

Poema LXXXV

Odeio e amo. Por quê? talvez indagues.
Não sei; mas sinto dar-se e peno.

terça-feira, julho 24, 2007

Por Jerônimo Boaventura

Não me prazem meias palavras nem vãs reflexões.
Desse modo, a textura dum escrito deve ser mui bem cosida, e os pontos dados com acerto, de sorte que, por o vácuo das linhas, não se desfaça a costura das idéias, bem assim o bordado do estilo.
Hoje, ao meio-dia, lembrou-me isto do Eclesiastes: “Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão”.
Quisera eu haver linha e agulha, ó leitores pulverulentos, para vos tecer uma renda clara e extensa, a qual vos guarnecesse todo o buraco de desespero que nos acaba de abrir a sentença do Pregador; mas a admiração daquelas palavras permitiu-me tão somente dizer isto comigo:
Que fazer, pois, senão amar o que amamos e odiar o que odiamos?

Valete!

quinta-feira, julho 12, 2007

Do valor das botinas

Notificamos a criação da Sapataria Jatobá - alegria de tantos quantos pisavam descalços a sarjeta da existência.