terça-feira, dezembro 15, 2009

BRINCADEIRA

Por Joaquim Fonseca

Disse-lhe: - Adeus, Joana
vou pro fundo do abismo
sem dinheiro e sem volta
com espinhos na alma.

Ela: -
Vai, Joaquim
vai buscar teu eco
teu jardim de rosas cinzas
teu espelho estalado.

Disse-lhe: -
Não, Joana
segura, se não, caio,
esta dor é muito aguda
já não sei viver sem ti.

Ela: -
Cala, Joaquim
fecha a porta
vai, te afunda
nos teus versos de miséria.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

SONETO EM SOL MAIOR

Por Joaquim Fonseca

Deus-Amarelo-Sol tem toda tinta
tinge de azul o céu, que é sua casa
com cores verdes as florestas pinta
com muitas de vermelho a flor abrasa.

Empresta a toda coisa a luz, o brilho
o mundo faz arder em seu calor.
Negar o Sol que é Deus, é Pai, é Filho
não há na vida mais faltar amor.

Mas quando o Sol descansa a noite vem
deselegante pra cobrir de escuro
silêncio duro, não livra ninguém.

Do que Amarelo-Deus nada é mais puro,
nada o supera na arte de acender
a Lua, muita estrela - e renascer.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

OTRAS MANOS

La vi por primera vez en una esquina de San Cristóbal, estaba ahí con una bicicleta, esperando vaya a saber que casualidad, que llamado del cielo. Me acerqué, le pregunté si era suya la bici, ella me contestó que sí, le pregunté qué estaba esperando y ella respondió que a una amiga, que iban a dar una vuelta en las afueras. Le pedí el teléfono, ella pronunció número por número. Llegó la amiga, se fueron. Le grité cual era su nombre, ella me gritó de vuelta que Liz. Hace poco, recibí este poema de su pluma:
J.F.

Por Liz

Espejo, espejo, espejo
Suena el teléfono
No, no es él
¿Y si fuera?
Pero no lo es
No atendí,
sonó
Y no atendí

Llenar el hueco
Inundación
Todo se disuelve así
El pensar,
el sueño,
el caminar en la ciudad.

http://www.lizreale.blogspot.com/

sexta-feira, dezembro 04, 2009

UTOPIA DE IMÁGENS DÉBEIS

Por Joaquim Fonseca

Já não há ruído nas ruas
minha voz está repleta de vento
em um salão celeste.

Tenho a amplitude perfumada
por rosais feridos
dentro de uma estrela.

Reflexos noturnos
em minha aldeia
de casarões abandonados
onde anos-luz não se passaram
e uma antiga gente
perdeu a melodia
hoje brotam nas almas.

Certa estranha solidão
entrecortada de pequenos sonhos
derrama seu leite pela terra.

Brilha o rastro passageiro de um cometa
as lâmpadas perderam-se
uma a uma.

POEMA A UMA MOÇA BONITA NO BAR

Por Joaquim Fonseca

Meu coração é um poço
aonde
se você viesse
(nua)
praticar natação
eu seria um homem sortudo
com você aqui
dando

risadas e mergulhos.