segunda-feira, novembro 23, 2009

POEMA SOBRE VULTOS NA NOITE

Por Joaquim Fonseca

Habitam-me inúmeros fantasmas.
Com incômodos barulhos movimentam-se
desde meu peito até minha mão
e fazem-se ouvir de qualquer jeito.

Se essas obscuras influências
querem de mim poemas,
sei que sou matéria antepassada
por vezes esquecida no caminho.

Clamores distantes falam!

O que para mim é claro e indizível
o que pra ti é estranho e bonito

às vezes é recado do tempo.