POEMA SOBRE VULTOS NA NOITE
Por Joaquim Fonseca
Habitam-me inúmeros fantasmas.
Com incômodos barulhos movimentam-se
desde meu peito até minha mão
e fazem-se ouvir de qualquer jeito.
Se essas obscuras influências
querem de mim poemas,
sei que sou matéria antepassada
por vezes esquecida no caminho.
Clamores distantes falam!
O que para mim é claro e indizível
o que pra ti é estranho e bonito
às vezes é recado do tempo.

